SEIS CASOS DE DENGUE E UM DE CHIKUNGUNYA EM PORTO FERREIRA

SECRETARIA DE SAÚDE CONFIRMA SEIS CASOS DE DENGUE E UM DE CHIKUNGUNYA.

A Secretaria de Saúde de Porto Ferreira, por meio da Vigilância Epidemiológica e Seção de Controle de Vetores, informa que desde outubro até esta semana o município registrou seis casos de dengue – cinco apenas na última semana – e um de chikungunya.

Os casos registrados desde outubro foram autóctones, ou seja, com transmissão dentro do município. Esse fator é preocupante, pois pode ter havido inserção de vírus no município sem notificações, tendo em vista que a Secretaria de Saúde não tinha registrado nenhum caso de dengue importado (contraído fora do município), o que justificaria o aumento súbito dos casos em apenas uma semana.

Desde janeiro são 12 casos de dengue registrados. O setor de Controle de Vetores tem intensificado as atividades de bloqueio e controle de criadouros desde o mês de outubro, quando o primeiro caso foi confirmado no segundo semestre deste ano nos bairros de moradia e deslocamento do paciente (Vila Maria e Centro). Os casos notificados e confirmados na última semana como positivos estão dispersos nos bairros Vila Nova, Cristo Redentor, Porto Bello e São Manoel. O caso de chikungunya foi registrado na Vila Salgueiro e o local recebeu nebulização durante a suspeita.

A equipe de Controle de Vetores realiza vistorias com intensificação aos imóveis e terrenos baldios do município, de onde são retirados inúmeros recipientes potenciais criadouros de mosquitos. Com o aumento do volume das chuvas a Avaliação de Densidade Larvária, que mede a infestação de mosquitos no município, atingiu o índice de 2,7 (a Organização Mundial de Saúde preconiza abaixo de 1,0). Mesmo com o trabalho de eliminação de recipientes por parte dos agentes, verifica-se a necessidade urgente de envolvimento efetivo da população no combate ao inseto.

É frequente o apelo à população para eliminar os criadouros, realizar descarte de lixo de forma correta, manter vasos de plantas sem o prato ou colocar areia para evitar o acúmulo de água, manter piscinas cloradas e calhas limpas, manter a bandeja externa da geladeira limpa e seca. Somente com essas medidas pode-se evitar que os mosquitos se proliferem.

Vale lembrar que em apenas sete dias o mosquito completa seu ciclo do nascimento dos ovos à fase adulta, quando estará apto a contrair o vírus picando uma pessoa contaminada e transmitindo a outras pessoas por toda a sua vida, que é de aproximadamente 45 dias.

“Reforçamos para que todos fiquem atentos aos sintomas, como febre, dor de cabeça, dor na bola do olho, manchas vermelhas no corpo que coçam, dor no corpo, diarreia e vômito. Se você ou alguém de sua família apresentar esses sintomas procure uma Unidade de Saúde, pois você pode estar com dengue”, explicou a chefe da Vigilância Epidemiológica, Fabíola Poiatti.

É muito importante também o uso de repelentes. E, claro, eliminar água parada para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças.

Fonte: Cléber Fabbri – MTb 30.118

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